Unidade de conservação estadual de 1.124.000 hectares, sendo a maior área protegida de várzea do mundo. A reserva está localizada na região do Médio Rio Solimões, sendo limitada pelos rios Solimões, Japurá e Auati-paranã. Está inserida no Corredor Central da Amazônia, é Sítio do Patrimônio Natural da UNESCO, faz parte da Reserva da Biosfera da Amazônia e é reconhecida pela Convenção de RAMSAR.
A RDS Mamirauá foi criada inicialmente com o intuito de proteger o uacari-branco (Cacajao calvus calvus). A ideia partiu do primatólogo José Marcio Ayres que, juntamente com a sua esposa à época Deborah Lima, o fotógrafo Luis Cláudio Marigo e outros colegas, submeteu a proposta à SEMA que decretou a criação da Estação Ecológica Mamirauá. Em 1996 a EEM foi recategorizada como RDS Mamirauá, a primeira do Brasil. Essa mudança foi um marco na conservação brasileira, uma vez que começou a levar em conta a participação dos moradores locais.
A visitação ocorre por meio da Pousada Uacari, uma hospedagem flutuante a uma hora da cidade de Tefé. Abriga até 20 hóspedes por vez. A Pousada tem três opções de pacotes, 3 noites (sexta a segunda), 4 noites (segunda a sexta) e sete noites. As diárias incluem três refeições por dia, dois passeios e uma atividade noturna. Até hoje foram identificadas 361 espécies de aves na área.
Ayres, J. M. 2006. As Matas de Várzea do Mamirauá. Sociedade Civil Mamirauá, Belém, Pará, Brasil. 123pp. Peralta, N. B.; Ozório, R.; Martins, E. 2010. Ecoturismo de Base Comunitária na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Estado do Amazonas. Série Turisol de Metodologias no Turismo Comunitário. Rede Turisol. 46 pp. Queiroz, H. L. 2005. A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Estudos Avançados, 19(54):183-203.